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Ajuda
Ajuda - Peniche

População:  8660 habitantes, eleitores
Área:  4,7 Km2
Actividades económicas: Pesca, indústria conserveira e de congelação derivados da pesca, comércio e serviços.
Padroeiro:  Nossa Senhora da Ajuda
Festas e Romarias:Nossa Sra. da Boa Viagem padroeira dos pescadores (primeiro Sábado, Domingo e Segunda-Feira de Agosto).
Património cultural e edificado: Igreja da Ajuda, Capela do Senhor do Calvário e muralhas de Peniche.
Outros Locais: Praias, península da Papôa, parque Baluarte e jardim Jacob Rodrigues Pereira.
Colectividades: Club Recreativo Penichense, Associação Juvenil de Peniche, Grupo Desportivo de Peniche, Clube Stella Maris de Peniche, Associação de Educação Física, Cultural e Recreativa Penichense, Associação do Desporto Amador, Clube de Ténis de Peniche, Grupo Desportivo Costa Brava, Grupo Desportivo Independente, Grupo Desportivo Os Leões do Bairro, Sporting Clube Vila Maria.
Gastronomia: Sardinha assada, caldeirada, lagosta suada, pastéis e esses de Peniche.

RESENHA HISTÓRICA

A presença romana na região é indiscutível, dada a quantidade de achados arqueológicos existente no terreno da freguesia, no qual se inclui o Forno Romano do Murraçal, entre outros. Tendo sido durante o século XX, uma Freguesia cuja população se habituou a viver em volta das indústrias e comércio ligados à pesca (captura, conserva, congelação, estaleiros navais, oficinas, etc.).

O topónimo da freguesia, Ajuda, pensa-se que este esteja relacionado com o seu orago, Nossa Senhora da Ajuda. O orago da freguesia da Ajuda é Nossa Senhora da Ajuda. Este título mariano, como tantos outros, foi iniciado em Portugal. Os soldados e marinheiros prestigiavam a Virgem invocando a sua ajuda. Várias naus lusitanas eram colocadas sob a sua protecção, talvez devido à pequena ermida existente na praia do Restelo, em Lisboa, a qual abrigava uma milagrosa imagem que teria sido ali encontrada.

A melhor forma de mostrar a freguesia é transcrevendo as palavras do escritor Mariano Calado, no livro “Peniche na História e na Lenda”: “Ultrapassada a ponte da Lagoa e percorrida a recta final da esreada, marginada, à direita, de dunas brancas e ondulantes em que se espraia uma alcatifa prendada de chorão verde, a fazer arremedos ao mar que se alonga por detrás, damos de frente com a entrada de Peniche, aberta na muralha imponente: um portão alargado pelas exigências da vida moderna, acolhedor, atraente, a dar-nos as boas-vindas. Voltamos à direita e, uns metros adiante, é o oceano largo que depara oferecendo-nos outro espectáculo de encanto. A muralha, que viera a caminhar majestosamente desde o Forte das Cabanas, ao sul, termina abruptamente no Quebrado, açoitada pelo mar. Agora é o Forte da Luz, último reduto vivo da cinta de muralhas voltada ao norte, a atestar ainda, nas suas ruínas veneradas, um passado de imponência e de grandeza.

 

Conceição
Conceição - Peniche

População:  5500 habitantes, eleitores
Área:  0,8 Km2
Actividades económicas: Pesca, indústria conserveira, comércio e turismo.
Padroeiro:  N. Sra. Conceição
Festas e Romarias: Padroeira (8 de Dezembro).
Património cultural e edificado: Igreja matriz (monumento nacional), capela de Santana (monumento nacional), Igreja da Misericórdia (monumento nacional), pelourinho, edifício da Câmara Municipal e edifício da Capitania
Colectividades: Costa Brava
Gastronomia: Pesca artesanal e renda de bilros

Com parte constituinte da vila de Peniche, a sua história desde o povoamento até aos dias de hoje confronta-se com a das freguesias que com ela formam a sede concelhia. O povoamento do território remonta ao séc. XIV, mas já era habitado pelo homem pré-histórico, como o atestam os objectos encontrados nuns depósitos da era quaternária na gruta da "Furninha", sendo por isso este local considerado uma estação arqueológica.

RESENHA HISTÓRICA

Era território abundante em caça e pesca e tornou-se desde logo um importante ponto de defesa, devido às suas características geomorfológicas; com o abrupto aumento populacional da antiga "ilha", os povoadores dispersando-se pelo território, deram origem a outras povoações, entre as quais se encontram as já referidas; este rápido crescimento teve origem na riqueza dos recursos do mar, que constituíam por si só, um importante atractivo, favorecendo a migração de um grande número de famílias que se ocupavam na pesca e actividades afins. D. Manuel I ordenou a construção de uma fortaleza devido às precárias condições da enseada e para a protecção das povoações existentes na península, pois eram muitos os perigos que corriam, sobretudo por parte da pirataria inglesa; contudo, o plano só seria apresentado no reinado de seu filho, D. João III, estando concluída a primeira em 1570, em pleno reinado de D. Sebastião, neto do último. Posteriormente, certas áreas da fortaleza foram desmembradas, ao mesmo tempo que o perímetro defensivo perdia importância estratégica.
O povoamento do território da actual freguesia de Conceição teve origem na pequena ermida de S. Sebastião das Areeiros, assim designada pela vizinhança pelas areias desertas daquela zona. A freguesia foi criada em 1603 e em 1680, com a construção da nova igreja, procedeu-se à mudança popular da invocação do templo, justificada pela antiga devoção do povo por Nossa senhora da Conceição.

Património

Na freguesia de Conceição encontramos o seguinte património cultural: o Pelourinho, o edifício da Câmara Municipal e o edifício da Capitania; o restante, é considerado património nacional: a Igreja Matriz, a Capela de Santana e a Igreja da Misericórdia.

São Pedro
São Pedro - Peniche

População:  7412 habitantes, eleitores
Área:  3,19 ha
Actividades económicas: Pesca, indústria transformadora de peixe e comércio
Padroeiro:  São Pedro
Festas e Romarias: Nossa Sr.ª da Boa Viagem (7.º domingo de Agosto) e Festas Pascais (Páscoa)
Feiras: São Pedro (Mensal - Última quinta-feira de cada mês)
Património cultural e edificado: Igreja de S. Pedro, Fortaleza de Peniche e Forte São João Baptista
Outros Locais: Museu, toda a linha da costa sul da Península de Peniche, Ilha das Berlengas, furninha, passos de D.3 Leonor, Lapa do Urso, Varanda de Pilatos e Cabo Carvoeiro
Colectividades: Assoc. Juvenil de Peniche, Pac-Peniche Amigos Clube, Organização Carnavelesca, Assoc. Desporto Amador, Movimento "Nova Aliança", Movimento "Evangélico" e Murpi-Movimento Unitário de Reformados Pensionistas e Idosos
Gastronomia: Caldeirada de peixe e lagosta suada.

RESENHA HISTÓRICA

Desenhada por escarpas elevadas e talhadas verticalmente, a península possuí camadas com bons afloramentos, ainda que muito fracturada na parte norte, e que pertencem ao Liássico, na era secundária. Os terrenos são constituídos por calcários compactos, margas e grês calcários, estando as rochas inclinadas para sudoeste, enquanto as camadas superiores gresosas incluem elementos quartzosos com afinidades com os das rochas das Berlengas, pelo que estas ilhas testemunham a existência de grandes massas rochosas no ocidente, no passado. Aliás, também o istmo da pequena península da Papoa possui, nas suas camadas subjacentes, materiais como blocos de granito vermelho, gneisse, calcário, entre outros, cuja semelhança com os das Berlengas e os dos Farilhões é evidente.

A classificação estratigráfica das diferentes camadas da península foi feita graças aos exemplares de fauna que se encontravam nos calcários, nomeadamente restos de artículos de crinóides, principalmente nas rochas dos remédios, rostros de belemnites, especialmente na praia dos Charutos e na riba norte da praia do Abalo, amonites, rinconelas, terebrátulas, entre outras.

No séc. IV, um tremor de terra que se estendeu sobre a Sicília, a Grécia e a Palestina, segundo Paulo Osório e Amiano Marcelino, terá estado na origem da separação das Berlengas de Portugal, fazendo desaparecer o istmo que ligava a península ao continente até que, no séc. XIV, a sedimentação marítima e o factor eólico contribuíram para a formação dum cordão dumário que ligou definitivamente a ilha ao continente.

PATRIMÓNIO TURÍSTICO

Património cultural e edificado: Igreja de S. Pedro, Fortaleza de Peniche e Forte São João Baptista.
Outros Locais: Museu, toda a linha da costa sul da Península de Peniche, Ilha das Berlengas, furninha, passos de D. Leonor, Lapa do Urso, Varanda de Pilatos e Cabo Carvoeiro.

TRADIÇÕES

Nas Festas Pascais e na Festa em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem que se concretizam, respectivamente, pela Páscoa e no primeiro Domingo de Agosto, durante cerca de quatro dias, no Largo de S. Pedro, no Porto de Pesca, na Marina e no Campo da República.

A Festa em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem é bastante antiga, dado que sempre foi uma santa de devoção dos homens que viviam ligados ao mar. O maior vulto das festas foi atingido nos tempos do Montepio Corpo Santo devido aos descontos especiais que os pescadores faziam voluntariamente em cada cabaz de peixe. Há cerca de cinquenta anos, os festejos viram o seu cunho religioso aumentar com a concepção da actual imagem da santa, todavia não lhes falta uma vertente profana.

Fazem parte delas três procissões, o desfile de Zés Pereiras, de gigantones e de gaitas de foles pelas ruas da vila, sempre ruidosamente, concertos musicais e corais no Largo de S. Pedro, a exibição de ranchos regionais, actividades desportivas, marchas luminosas, arraiais decorados e iluminados, cortejos típicos de pescadores e magníficos fogos de artifício. A procissão de terra conta com a participação de todos os pescadores devidamente trajados e acompanhados pelos apetrechos de pesca com que trabalham, como sejam remos, bóias, redes, miniaturas de barcos, entre outros.

Quase todas as imagens saem das igrejas em cortejo pelas ruas, algo que se repete na noite de Sábado, mas desta feita já no mar com dezenas de lanchas e barcos, devidamente decorados e iluminados por milhares de lâmpadas e archotes, os quais deixam um rasto de luz magnífico pelas águas do oceano que banham a baía do sul, numa celebração magnífica e impressionante. No terceiro, dia sai à rua a última procissão em honra de S. Pedro Gonçalves Telmo, o orago universal dos pescadores e que, no passado, era muito venerado pelos pescadores.

 


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